Meucotidiano Weblog

Falo a lingua dos loucos porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos.

NICK´S DO MSN- Servem pra tudo! maio 25, 2008

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 10:18 pm

Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN’s. Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.

O espaço ‘nome’ foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que ‘Vendo Abada do Chiclete e Ivete’ é na verdade Tiago Carvalho, ou ‘Ainda te amo Pedro Henrique’ é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa…

‘A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!’ acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick ‘O fim de semana
promete’. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse ‘tiroteio’, já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick ‘Hoje tem mais balada!’, tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.

‘Polly em NY’ acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda ‘Eu em Nova York’. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande – SP ?

‘Quando Deus te desenhou ele tava namorando’ acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como ‘Diga que valeuuu’ ou ‘O Asa Arreia’ na época do carnaval.

Por que a vida faz isso comigo?’ acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.

‘ Maria Paula ocupada prá c** ‘ acabou de entrar. Se está ocupada prác**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.

‘Paulão, quero você acima de tudo’ acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes  (perigosas).

‘Marizinha no banho’ acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para ‘Marizinha bebendo água’. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca
tem coragem de colocar o nick ‘Marizinha matriculando o moleque na natação’.

‘ < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >’ acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer ‘q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX’.

‘Galinha que persegue pato morre afogada’ acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios
de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.

‘VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP’ acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha
que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.

‘Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro…’ acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido.
Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.
‘Danny Bananinha’ acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.

Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções ‘digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam’ ou melhor, fica bem embaixo do campo do
nome!! Vamos facilitar!!!!

(Autor Desconhecido)

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Quebra aê, quebra aê- A luta de classes maio 7, 2008

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 1:46 am

Chegado o grande dia para os fãs, o show do ASA 20 anos na gravação do DVD histórico. Quem vai aqui? Quem vai ali? Era o comentário que se ouvia, a cidade em peso desceu para o show, assim como os outdoors de shows de pagode convocam É DE CAMISA COLORIDA Saramandaia à Pituba vão descer!

Nessa hora não tem distinção ou briga de classes certo? Errado!

Logo mais eu conto por que.

Quem vai beber, não quer dirigir e ai começa a especulação das caronas, assim a nossa querida amiga suburbana pegou carona de seu grande amigo e juiz de luta livre, que também se ofereceu prontamente a levar outro amigo.

Depois de muita zueira, poeira e arrêia, a chuva veio pra lavar a alma daqueles fãs insanos que pulavam e se esmagavam para aparecer no DVD da sua banda preferida.

Muita cerveja, príncipe maluco, roska, montila, que agitou ainda mais a galera pra pular e dançar gritando: quebra aê, quebra aê, olha o ASA aê…som que mais tarde seria a trilha sonora da luta livre encenada pela nossa amiga suburbana contra as meninas de berço.

Acabou o show, todos exaustos, porém felizes querendo voltar pra casa. Cada um em busca de sua carona, do buzú super lotado, táxi, kombi, bicicleta, jegue, qualquer meio de transporte era válido pra sair dali. Eis que surge nossa amiga suburbana perdida do seu amigo juiz e colada no veículo esperando o seu condutor, pra sua surpresa juntos vieram o amigo e também as primas “meninas de berço”, alegando que foram roubadas por meliantes e que precisavam de uma carona. Grande coração do juiz no seu veículo coração de mãe sempre cabe mais um, aceitou levar as meninas por um gesto de piedade e solidariedade, não sabia ele o que estava por vir!

Adentrando no veículo de placa policial JPB 5463, as meninas de berço começaram blá-blá- blá ou có- có- có não sei dizer ao certo que dialeto era aquele, e nossa amiga suburbana pede com a sua sutileza comum: – Cala a boca ai!

As meninas de berço não gostaram e rispidamente começaram a xingar dizendo que não iam calar a boca. Amiga suburbana começou a se irritar e retribuiu os xingamentos, as meninas de berço ai largaram: – Cala a boca você sua suburbana, estranhaaaaaaaaaaaaaa! Nós temos berço e não somos baixo-astrais não! Moramos 8 anos na Inglaterra, sou viajada, culta e não toco berimbal minha filha, sou de elite! Nessa hora o cuspe já tava escorrendo pelo canto da boca de tanta boça.

Ops! Suburbana? Nossa amiga mora em Patamares, seria suburbana uma ofensa no critério das meninas de berço? Bom, se denominaram meninas de elite mais não tinha nenhum motorista a bordo de uma Mercedes pra ir buscar elas no show, nem um helicóptero, nem jatinho esperando. Apelaram pra carona e para boa vontade do juiz amigo da suburbana em seu ato de bondade (bom menino, com certeza tem sua vaga garantida no céu).

Depois de muitos xingamentos começou a trilha sonora do Asa de verdade: Quebra aê, quebra aê, olha a suburbana aê…e ela não contou conversa, desceu a mão nas meninas de berço e tascou-lhe um tapão no meio da testa de uma que o mel escorreu. Aberto a luta livre 1º Round. Primo das meninas de berço separa e tenta segurar uma aqui, outra ali. 2º Round: Suburbana xinga e não aceita os desaforos das meninas de berço histéricas que já haviam sido roubadas por meliantes e agora apanhavam mais que mala velha.

3º Round: Nosso caro juiz de luta livre não agüentava a gritaria, e as penas soltas pelas meninas de berço já atrapalhavam sua visão na direção do veículo, pisou pé no freio bruscamente e resolveu levar a briga pra rua.

4º Round: Suburbana parte pra cima das meninas com mão fechada e quer distribuir murro, o povo que estava perto começa a gritar: BRIGAAAAAAAAAAAAAAA! A roda se formou e o povo que estava na rua começou a torcer, aposto 10 na magricela, o outro aposto 20 na grandona, e as meninas de berço querendo fugir e a suburbana querendo bater – “vem que você vai ver que aqui é muito diferente da Inglaterra minha filha! Aqui não tem berço certo, vacilou cai na madeira”, dizia a suburbana com sangue no olho e fogo nas venta.

O bicho tava pegando até que o juiz grita: PARAAAAAA TUDOOOOOOOOOO!!!!

– O veículo é meu, e quem vai comigo é minha amiga suburbana. A galera grita: Êeeeeeeeeeeeeeeeee vai de buzú, vai de buzú, vai de buzú!!!!

Final da luta suburbana 3 x 0 meninas de berço que acabaram indo de buzú pra aprender que cavalo dado não se olha os dentes e que certos casos é melhor ficar pianinho do que ir embora tocando biela na paletada.

 

Sobre Estar Sozinho (Dr. Flávio Gikovate) maio 3, 2008

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 6:25 pm

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo…