A Revista Gloss publicou um texto que traz os efeitos que a paixão causa no corpo de quem é arrebatado por ela. Para começar a escrever algumas reflexões que tive sobre o assunto vou colocar aqui uma parte da publicação:
Alguns sintomas parecem de doença: batimentos cardíacos acelerados, tremor nas mãos, rubor na face, euforia desenfreada… Para entender o que acontece no organismo dos obcecados de amor, a antropóloga americana Helen Fisher gastou dez anos pesquisando gente nesse estado. Por meio de exames de ressonância magnética, ela constatou que os neurotransmissores dopamina e norepinefrina aparecem em maiores concentrações no cérebro dos apaixonados. Basta a pessoa cair de amores para os níveis dessas substâncias subirem. A dopamina determina a forte motivação, a sensação de êxtase e os comportamentos focados em um objetivo. Ou seja, é por causa dela que pensamos obsessivamente no objeto da nossa afeição (a ponto de não conseguirmos enxergar as características negativas dele!). Dopaminados ainda perdem a noção de perigo e podem demonstrar comportamentos fora do normal. A norepinefrina, por sua vez, deriva da dopamina e por isso produz sintomas semelhantes aos dela, como energia excessiva e, conseqüentemente, insônia e perda de apetite.
Vamos lá! Hoje quase chegando aos 30 consigo entender perfeitamente esses sintomas e quando percebo qualquer um deles já começo a me precaver.
Recentemente conversando com uma pessoa pelo msn, ele me confessou que algo que eu disse lhe deixou vermelho, quis provocar um pouco e saber qual seria a reação caso estivessemos conversando pessoalmente? Ele respondeu que estaria nervoso e com as mãos suando, eu fiquei surpresa e ao mesmo tempo feliz! Não sabia que ainda era capaz de despertar tal reação nessa pessoa em especial, já que nosso afair nunca passou de “mal entendidos” entre os intervalos de namoro dele. Eu insisti em perguntar porque ele sentia isso? E na verdade eu sempre soube que mexia muito com ele, porque ele também sempre mexeu comigo, embora não acreditasse, habitou meu coração como um vulcão que está lá vivo só que adormecido entre outras relações, bastava rever, pensar, falar que era como se entrasse novamente em erupção e tudo que eu fazia questão de manter apagado renascia com mais força ainda.
O problema é que mesmo tendo essa certeza, nunca fui capaz de conquistar seu coração. Não me sinto frustrada por isso, não mas… Já sofri muito entre encontros e desencontros que tivemos, hoje consigo conversar e percebo que ainda existe muito a dizer…
Eu sei porque ele fica nervoso com as mãos suadas e frias perto de mim… Bendita dopamina que nos leva a cometer loucuras motiva os sentimentos mais particulares que insistimos em deixar adormecidos…
