Estive observando meus sapatos e contabilizando meus gastos com a durabilidade das capas fixas que eu costumo chamar de “pitoco”. Acho que a quantia que gastei consertando meus sapatos que perderam os “pitocos” daria pra comprar mais meia dúzia deles, e ai gastaria mais ainda colocando os “pitocos” dos novos que também insistem em soltar.
Pode parecer maluquice esse negócio de “pitoco” pra cá, e “pitoco” pra lá, mas eu vou explicar o que acontece. As capas fixas, cientificamente falando não resistem muito tempo de uso e muito menos de tropeços e ficam pelo caminho. Então pensei em enumerar os algumas situações onde é fácil perder o tal “pitoco” do salto.
1. Desgaste do mesmo
2. Topadas
3. Ruas esburacadas com crateras e buracos gigantes no calçamento (algo normal na minha cidade)
4. Qualidade duvidosa do sapato
5. Andar de modo pouco elegante
6. Formaturas, casamentos, baladas, sambões, forrós com o mesmo calçado (eles tem tempo de aposentadoria)
Gasto em média 5 reais num sapateiro barato pra recolocar os tais “pitocos”,e olha que no shopping se paga entre R$ 8 e 10. Normalmente as sandálias estão novinhas e ainda podem ser usadas por muito tempo só que sem o “pitoco” ficam encostadas no armário porque não tem quem agüente usá-las com o barulho do parafuso no chão toc, toc, toc, acompanhado de uma arranhadura metalizada terrível que incomoda a quem anda e a quem ouve o andar.
Vou fazer uma soma anual do dinheiro gasto com todos os “pitocos” que perdi nas ruas esburacadas e crateras que acabo caindo diariamente, e pedir restituição a Prefeitura Municipal de Salvador.
Estive pensando além das situações citadas, será que o problema está comigo? Será que não sei caminhar e por isso sou uma destruidora de “pitocos”?
Lendo um simples perfil do meu signo, achei essa definição que se enquadra perfeitamente nessa história toda.
“Tentem reparar em uma sagitariana andando. Vejam como a maioria costuma andar com o nariz empinado, parecendo um cavalo puro sangue. Vejam como ela é uma mulher elegante e confiante, mesmo quando tropeça e sai derrubando tudo pelo caminho! Sim, a coisa mais difícil de encontrar é uma sagitariana que não seja um pouco desajeitada”.
Será que devo me sentir honrada por parecer um puro sangue? Ou será que eles quiseram dizer que eu cavalgo ao invés de caminhar? A parte do tropeço nem precisava citar, eu sinto isso diariamente nos tropeções e “pitocos” que vou deixando pra trás. Se bem que agora eu costumo parar pra procurar onde caiu pra poder levar no sapateiro e mandar ele recolocar, afinal, são 5 reais jogados fora.
Os sapatos se tornaram minha paixão e os “pitocos” meu pesadelo, algo que me irrita de verdade. Antigamente será que as mulheres sofriam com isso? Em compensação, os sapatos de hoje, com ou sem “pitoco” são muito mais lindos que os de antigamente.
Simônica Disse:
on Março 29, 2008 at 3:18 pm
Essa história do Pitoco dá uma boa pauta de revista. Eu posso ser a fonte? Porque não há quem perca esse elemento tanto quanto eu. ahahaha