Meucotidiano Weblog

Falo a lingua dos loucos porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos.

Eu nunca quis um amor perfeito (Jaque Barbosa) setembro 26, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 7:21 pm

Recebi esse texto hoje pelo Twitter e fiquei encantada! Deliciem-se

Ainda que fosse só a boa conversa, a química eletrizante, o sexo livre. Ainda que fosse só a atração física, a admiração das ideias ou os beijos encaixados.

Você já me valeria a pena.
Mas não é. Tem isso e ainda todo o resto. Escuto as pessoas se queixarem repetidamente que o amor completo anda escasso no mercado. Encontra-se, às vezes, só a beleza, a afinidade ou o sexo inesgotável. Falta o resto. Ou ainda, a paciência, o companheirismo, o aconchego. Mas a incompletude, ainda sim, reina. E os pessimistas, dizem que não é possível achar alguém do jeitinho que você quer. Alguém que te complete, que te baste, que te encante repetidamente. Eu, insisto no contrário. Porque amores incompletos, não saciam a fome. É como uma dieta só de proteína – você se sustenta por um tempo, se engana, inventa que o buraco no estômago está saciado – bebe água, fuma um cigarro. Mas, a falta de carboidrato, cedo ou tarde, pega. E você volta pro início.

Eu nunca quis um amor perfeito.
Sempre quis mesmo foi um amor cheio de erros, que vão sendo alinhados durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não vive-se o prazer da vitória.

Sempre quis um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.

Sempre quis um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos.

Sempre quis alguém com o qual pudesse fazer sexo sem regras – em nome das descobertas. Porque sexo bom de verdade, é aquele com instinto e sem razão.
Sempre quis um amor com respeito. Não daquele tipo das “moças de respeito” que querem seu patrimônio corporal preservado. Sempre quis aquele respeito que te permite ver o outro como um outro ser – cheio de vontades e desejos. Respeito é aceitar que o outro é diferente de você.

Sempre quis um amor que me fizesse crescer. Por que o essencial, faculdade nenhuma ensina. O essencial aprende-se na troca de ideias, no debate, nos pontos de vista trocados.

Sempre quis um amor que me valorizasse. Não somente pelas coisas cotidianas, mas principalmente pelas qualidades que poucos enxergam.

Sempre quis um amor que me enxergasse. Mas não que enxergasse somente as coisas óbvias – porque, de obviedades, a vida está cheia. Sempre quis alguém que me enxergasse lá no fundo – e, ainda, sim, gostasse de mim.
Sempre quis alguém que quisesse ouvir verdades – e falar, também, na mesma proporção. Porque meias-verdades não interessam. Difícil mesmo é achar alguém que esteja pronto pra ouvir até o mais pesado, até o mais doído e retribuir na mesma moeda.

Sempre quis alguém que me achasse gostosa – mas que entendesse que gostosura, mora mesmo nas entrelinhas.

Sempre quis um amor que me mostrasse caminhos – invés de impor trajetórias.

Sempre quis um amor que não me reprimisse – pelo contrário, que me provocasse para que eu conseguisse mostrar o que vive escondido lá no fundo.

Sempre quis um amor que sonhasse.  E que corresse atrás dos sonhos comigo. Não por imposição, mas por vontade de seguir a mesma trilha.
Sempre quis alguém que não tivesse jeito pra joguinhos. Porque deles, eu já me desencantei na adolescência.

Sempre quis alguém que me ganhasse nos detalhes. Alguém no qual eu não conseguiria resistir. Alguém que trouxesse brilho pros meus olhos a cada nova atitude, a cada nova ideia a cada novo sorriso.

Sempre quis alguém pra ficar junto – alguém que entendesse que pra estar junto não é preciso estar perto o tempo todo, mas sim do lado de dentro. Por que a proximidade física nem sempre completa tanto quanto a do coração.

E não sei se foi por insistência ou merecimento – mas esse amor veio antes do esperado, contrariando os que diriam que amor completo é coisa rara. E hoje, entendo, que o amor bom é o amor livre – que se recicla todos os dias como energia renovável. O quanto vai durar – não sei. Prefiro a provisoriedade completa, do que a permeabilidade vazia.

 

Quase sem querer (Legião Urbana) setembro 19, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 11:27 pm

Depois de tantos anos essa música continua traduzindo em belas palavras tudo que queremos ouvir num momento de reflexão…

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.

Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

 

Ser ou não ser de ninguém – Arnaldo Jabor setembro 12, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 11:06 pm

Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara
“… eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também…”
No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim.
Mas por que reclamam depois?

Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda ação tem uma reação? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber
se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram.
“Ficar” também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.
Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só deseja a cereja do bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim, podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram
passados. Somos livres para optarmos.
E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da tão sonhada felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as
surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO… Seres humanos são anjos de uma asa só, para voar têm que se unir ao outro”

 

O Medo do Amor setembro 8, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 12:39 am

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

Lindo texto de Martha Medeiros

 

Metade- Oswaldo Montenegro julho 13, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 11:11 pm
 

Oração à Santa Bárbara julho 6, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 1:39 am

Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam,

os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abale a coragem e a bravura.
Ficai sempre ao meu lado para que eu possa enfrentar de fronte erguida e de rosto sereno todas as tempestades e as batalhas de minha vida, para que vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra, da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.
Santa Bárbara, rogai por nós!

Epahei!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Iansã julho 3, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 12:54 am

Dia: Quarta-feira
Cores: Marrom, Vermelho e Rosa
Símbolos: Espada e Eruesin
Elementos: Ar em movimento, Fogo
Domínios: Tempestades, Ventanias, Raios, Morte
Saudação: Epahei!

O maior e mais importante rio da Nigéria chama-se Níger, é imponente e atravessa todo o país. Rasgado, espalha-se pelas principais cidades através de seus afluentes por esse motivo tornou-se conhecido com o nome Odò Oya, já que ya, em iorubá, significa rasgar, espalhar. Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove orum, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã (Yánsàn).

Embora seja saudada como a deusa do rio Níger, está relacionada com o elemento fogo. Na realidade, indica a união de elementos contraditórios, pois nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo-Omo Iná.

A tempestade é o poder manifesto de Iansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover.

Iansã é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar; portanto não aprecia os afazeres domésticos, rejeitando o papel feminino tradicional. Iansã é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.

O facto de estar relacionada com funções tipicamente masculinas não afasta Iansã das características próprias de uma mulher sensual, fogosa, ardente; ela é extremamente feminina e o seu número de paixões mostra a forte atracção que sente pelo sexo oposto. Iansã (Oyá) teve muitos homens e verdadeiramente amou todos. Graças aos seus amores, conquistou grandes poderes e tornou-se orixá.

Assim, Iansã tornou-se mulher de quase todos os orixás. Ela é arrebatadora, sensual e provocante, mas quando ama um homem só se interessa por ele, portanto é extremamente fiel e possessiva. Todavia, a fidelidade de Iansã não está necessariamente relacionada a um homem, mas às suas convicções e aos seus sentimentos.

Algumas passagens da história de Iansã relacionam-na com antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e é por isso que a menção aos chifres de novilho ou búfalo, símbolos de virilidade, surgem sempre nas suas histórias. Iansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo, pois essa mulher cheia de encantos foi capaz de transforma-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça.

Oyá é a mulher que sai em busca do sustento; ela quer um homem para amá-la e não para sustentá-la. Desperta pronta para a guerra, para a sua lida do dia-a-dia, não tem medo do batente: luta e vence.

Características dos filhos de Iansã / Oyá

Para os filhos de Oyá, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas, tudo para elas é festa. Escolhem os seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Em vez de ficar em casa, vão à luta e conquistam o que desejam.

São pessoas atiradas, extrovertidas e directas, que jamais escondem os seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. Isso não é prova de promiscuidade, pelo contrário, são extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam.

Estas pessoas tendem a ser autoritárias e possessivas; o seu génio muda repentinamente sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Os relacionamentos longos só acontecem quando controlam os seus impulsos, aí, são capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa, que deve permitir que se tornem os senhores da situação.

Os filhos de Oyá, na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis, mas cuidado, os mais prudentes, no entanto, não ousariam confiar-lhe um segredo, pois, se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar tudo que lhe foi contado como arma.

O seu comportamento pode ser explosivo, como uma tempestade, ou calmo, como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa o tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte: batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, matam se for preciso.

 

 

 

 

Certezas- Mario Quintana junho 29, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 1:57 am

Achei esse texto num momento em que precisava ler cada linha que está escrita aqui…não consegui conter as lágrimas que rolaram involuntariamente e copiosamente no meu rosto, mas apesar de tudo ainda acho que vale a pena me doar às pessoas e dar o melhor de mim, contanto que essa pessoa seja merecedora! Como diz o ditado: DECEPÇÃO NÃO MATA, ENSINA A VIVER!

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…e que valeu a pena.

 

Mário Quintana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Triste maio 30, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 1:27 am

Como pode o dia vira noite de uma hora pra outra? É assim que me sinto…no escuro! Precipitada, exagerada, desequilibrada, intensa, transitória, ciumenta, VERDADEIRA. Quando senti que alguma coisa havia mudado meus dias que estavam tão sem graça, tão sem emoção, não pensei duas vezes…é isso que eu quero, vou superar meus medos, vou me permitir, me jogar de cabeça.  Talvez devesse manter o equilíbrio e me precaver para as armadilhas do coração. Nem sempre as coisas são como gostaríamos que fosse, e os sentimentos nem sempre são correspondidos da forma que esperamos, na mesma intensidade.

Não sei se devo me orgulhar ou me arrepender de ter sido tão desmedida. Por mais que doa, por mais que eu esteja ferida, decepcionada, magoada…sei que vai passar! Guardo tudo que foi bom: paixão, amor, carinho, desejo, admiração, saudades…até a saudade agora não me parece tão ruim! Transformar um sentimento tão intenso em amizade. Não sei se consigo fazer isso de imediato, mais vou tentar…que o tempo me ajude, me devolva a esperança e seque as lágrimas que insistem em me visitar todas as noites!

 

Como é doce o amor (Sandra Maia) maio 18, 2011

Filed under: Sem-categoria — meucotidiano @ 2:29 am

Gosto muito dos textos da Sandra Maia e me identifico com algumas coisas desse texto então resolvi posta-lo

Como é gostoso estar em uma relação de amor onde dois interagem de forma apaixonada, delicada e cheia de gentileza e respeito. Como é bom amar e ser amada. Como é bom experimentar essa certeza de que – sim – aconteça o que acontecer, o outro estará lá para nós! Melhor ainda é ver casais jovens ou mais velhos vivendo essa experiência.

Sabe aquela coisa do olho no olho!? Aquele abraço que não quer desgrudar, aquelas conversas que alimentam a alma, o ser, aquela relação que no mantemos porque é bom!? Porque escolhemos? Porque queremos!?

É, caro leitor. Isso não tem preço.

E, se acontece nos romances, no cinema, nas telenovelas, acontece também na vida. E entendo que a maneira de começar uma relação faz toda a diferença. Se temos urgência, temos pressa, queremos esquecer um outro qualquer, queremos resolver nossos problemas, seja de que ordem for, talvez não tenhamos sucesso a longo prazo…

Esquecemos a parte boa. Vamos logo para o “finalmente” e deixamos de prestar atenção em nós, no outro, no ser. Começamos, nesse contexto, com uma troca de interesses que nem sempre tem como base o amar, o entregar-se de corpo e alma, o escolher uma parceria para uma vida. Está mais para ficar ou, ainda, dar e cobrar o receber na mesma moeda, da mesma maneira – o que nem sempre é possível.

Mas vamos voltar ao encantamento… As relações que dão certo! O que quero crer é que muitas dessas relações cheias de um amor quase incondicional demandam um tempo para se concretizar. Um casamento não é construído do dia para a noite. Uma relação de amor tão pouco.

Inteiros

É preciso que estejamos inteiros. É preciso que o outro esteja inteiro. É preciso que haja uma escolha diária. Depois, há que usar e abusar da sedução,  do despertar no outro tudo o que queremos que este perceba em nós. Seja pelo andar, pelo falar, por tudo o que emanamos e que nos retrata. E, para que isso seja possível a auto-estima tem de estar no lugar. A auto-confiança idem.

Precisamos estar plenos para, então, encantar um outro também pleno. Vale compreender que, enquanto seduzimos, precisamos deixar para o outro uma brecha, um espaço para que se sinta à frente da conquista. Sim! Assim como gostamos e queremos ser conquistadas, está na essência do masculino essa característica.

E, então, se seduzir demanda não mostrar tudo de uma só vez, é mais leve, mais estratégico, conquistar é como ir a uma batalha. Está tudo às claras, todas as armas são declaradas, toda a força é permitida…

Vale aqui uma reflexão. Será que começamos nossas relações com a calma necessária para que a entrega seja um acontecimento? Será que nos damos esse tempo? Será que olhamos para dentro, entendemos o que estamos sentindo com tempo para também observar o outro?!

Será que se fizéssemos diferente teríamos mais êxito? Mais sucesso em nossas possibilidades?

Faça uma reflexão comigo. Será que a estratégia de Steve Jobs da Apple para o iPhone teria tanto sucesso se este fosse vendido por aí, à baciada? Será que o iPad teria o sucesso que tem se fosse encontrado em qualquer esquina por qualquer preço!? Será que se a embalagem não fosse absolutamente perfeita e clássica, o produto seria assim tão desejado!?

Pois é! No marketing fica fácil compreender que despertar o desejo faz parte do processo de construção de marcas fortes. Na vida pessoal entendo não ser muito diferente. E, então, qual vai ser a sua escolha?! Na próxima saída, será que dá para pegar leve?! Dá para ir devagarinho meio que pisando em ovos até se ter a certeza do passo a tomar!? Por que o desespero? Por que a pressa?

Fazer escolhas nem sempre é fácil. Demanda força, disciplina, estratégia e, acima de tudo, a compreensão de onde estamos e para onde queremos ir. Então, saber quem vamos querer que nos acompanhe fica mais fácil.

Escolhas, sempre escolhas…

 

 
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